Os boletos dos seus colaboradores estão afetando o caixa da sua empresa e a responsabilidade pode ser sua.

Mais de 81,3 milhões de brasileiros começaram o ano de 2026 com o “nome sujo”. Segundo levantamentos da Serasa, “Mapa de Inadimplência e Renegociação de Dívidas”, de Janeiro de 2026, o brasileiro soma mais de R$320 milhões em dívidas, com uma média de R$6.400 por pessoa.

Você deve estar pensando, “o que isso tem a ver com a minha empresa”? Tudo!

Imagine que você é proprietário de um pequeno comércio local. Um pequeno mercado de bairro com 10 colaboradores. Cada colaborador desempenha um papel essencial para o funcionamento do negócio.

Agora imagine que um problema em comum aflige 8 desses colaboradores. Uma situação que, várias vezes ao longo do dia, tira um pouco da atenção de cada um e leva a pequenas falhas.

As falhas, analisadas de maneira isolada, são pequenas e sem importância. Mas elas aconteceram 6 vezes com a Maria, sua cliente de longa data, que começou a frequentar outro comércio, “que me atende de forma mais atenciosa”.

E, assim, você vê seus clientes diminuindo aos poucos. Consequentemente, seu faturamento e margem líquida.

E sabe qual é esse problema? O endividamento.

Segundo a “Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), de janeiro de 2026”, o endividamento do brasileiro bateu recordes históricos com, aproximadamente, 80% da população possuindo algum tipo de dívida, seja cartão de crédito, empréstimos, cheques pré-datados etc.

Isso significa que praticamente toda sua equipe possui um problema pessoal, mas que pode ser refletido no cotidiano da sua empresa em forma de preocupação, estresse, desatenção e ansiedade.

Um bom gestor, diante de um cenário como esse, deve ser capaz de responder a seguinte pergunta: “Qual é o meu papel para auxiliar meus colaboradores a lidarem com essa situação?”

Se você não sabe como solucionar esse problema, não se preocupe. Nós separamos abaixo algumas dicas que vão te ajudar a transformar a relação dos seus colaboradores com o dinheiro e com as dívidas.

Mas antes, vamos nos aprofundar um pouco mais em quais são as consequências que a preocupação com o endividamento pode trazer para o âmbito profissional e pessoal.

O impacto real

A PWC, uma das maiores empresas de consultoria e auditoria do mundo, lançou o relatório chamado “PwC’s 2023 Employee Financial Wellness Survey”.

Nele, a companhia compartilhou dados alarmantes sobre o impacto das crises financeiras na vida das pessoas.

O estudo foi feito em mercado estadunidense com 3.638 colaboradores, mas reflete como o problema afeta todo tipo de economia.

Estresse financeiro e o impacto na rotina

Segundo o material, as preocupações causadas pela incerteza financeira foram as causas de diversos problemas não relacionados ao trabalho, como:

Estresse financeiro e o impacto na rotina:

Sono: 56%
Saúde mental: 55%
Auto-estima: 50%
Saúde física: 44%
Relacionamento em casa: 40%

Como sabemos, é impossível desconectar a vida pessoal da profissional. Quando nossos colaboradores enfrentam problemas como os citados acima, o impacto no trabalho é inevitável.

Distrações, cansaço, tristeza. Começamos a lidar com um colaborador apático, que precisa de ajuda e, muitas vezes, não sabe como encontrá-la.

Impacto para os colaboradores:

Um em cada três funcionários em tempo integral afirma que as preocupações financeiras impactaram negativamente sua produtividade no trabalho.

Funcionários com estresse financeiro têm quase cinco vezes mais chances de admitir que questões de finanças pessoais têm sido uma distração no trabalho.

As finanças pessoais têm sido uma distração no trabalho?

Entre funcionários que não estão estressados com suas finanças: 9%

Entre funcionários que estão estressados com suas finanças: 44%

Falta de engajamento com o trabalho

A pesquisa separou os entrevistados em dois grupos distintos. Os que consideravam ter problemas financeiros e os que não consideravam.

Para os dois grupos, foram feitas as mesmas perguntas, relacionadas com o relacionamento do colaborador com a empresa.

O valor da resposta muda de maneira significativa de acordo com o grupo entrevistado.

Ignorar a saúde financeira do seu time é um erro grave e de estratégia. Então é hora de nos prepararmos para lidar com esse cenário.

Como resolver?

Primeiro, é importante ressaltar que os colaboradores querem sair dessa situação. Ainda segundo o levantamento da PWC, 74% dos entrevistados endividados procuram orientação sobre como se recuperar financeiramente.

Aqui é onde uma gestão estratégica ganha talentos. Vamos te passar algumas ações que você pode implementar na sua empresa, independente do tamanho, para ajudar cada colaborador nessa situação e mostrar que nenhum deles está sozinho e desamparado.

1. Programas de Educação Financeira (Literacia)

O primeiro passo é ensinar a gerir o que já se tem. Algumas opções são promover workshops, palestras ou disponibilizar cursos online sobre organização de orçamento, juros compostos e como sair da inadimplência.

Como vimos acima, colaboradores endividados querem se livrar das dívidas. Ver na empresa esse canal de ajuda aumenta a confiança e sentimento de pertencimento com o time, além de atacar a raiz do problema e empoderar o colaborador com conhecimento técnico.

2. Apoio Psicológico e Canal de Escuta Especializado

Lembre-se que 55% dos endividados sofrem com a saúde mental. Já pensou que sua empresa pode realizar parceria com consultórios de terapia para sessões mais acessíveis, ou um canal de consultoria financeira sigiloso.

Permitir que o colaborador seja ouvido é vital para reduzir o estigma do endividamento e a ansiedade de conviver sozinho com o problema.

3. Parcerias para Renegociação de Dívidas

Uma empresa pode usar seu CNPJ para negociar condições financeiras melhores para o grupo. Isso inclui convênios com instituições bancárias para taxas de juros menores em empréstimos consignados ou até consultoria jurídica para entender contratos abusivos.

Realizar parcerias com instituições financeiras e jurídicas é uma forma de prezar pelo colaborador e aumentar suas possibilidades de lidar com as dívidas de maneira estruturada e controlada.

Educar e ouvir são os caminhos mais seguros

A educação financeira no Brasil ainda é um assunto pouco abordado, por mais tenha ganhado muita relevância nos últimos anos. Mas a finança familiar ainda é pouco aplicada e entendida.

A saída continua sendo criar um ambiente acolhedor, para que os colaboradores se sintam à vontade de compartilhar suas dificuldades pessoais sem medo de serem julgados ou punidos por isso.

E a melhor maneira de construir esse ambiente é através da educação e da comunicação.

Com o Endoo, você é capaz de criar um programa completo de reeducação financeira, através da criação de cursos, trilhas de aprendizagem, organização de eventos e canais de apoio.

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